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Oposição tenta adiar fim da escala 6x1, mas Alcolumbre mantém votação na próxima semana

Senadores de PL, PP e Republicanos querem deixar a PEC para depois do 2º turno; governo tenta acelerar.

Política · Por Redação Espia Nordeste · 7 de outubro de 2026, 19h38

Foto: Senado Federal - TV Senado / CC BY-SA 4.0 / Wikimedia Commons

A primeira votação da proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6x1 está mantida para a próxima semana no Senado, segundo o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP). A oposição tentou, nesta quarta-feira (7), deixar a análise para depois do segundo turno, marcado para 25 de outubro.

O que a PEC muda

A proposta troca a jornada de 44 horas semanais com uma folga (6x1) por 40 horas com dois dias de folga. A redução seria gradual. O texto já foi aprovado pela Câmara dos Deputados em maio.

A disputa sobre a data

Senadores de PL, PP e Republicanos se reuniram e escalaram a senadora Tereza Cristina (PP-MS) para negociar com Alcolumbre. Segundo a CNN, o coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, senador Rogério Marinho (PL-RN), criticou a votação durante a eleição, atribuiu a pressa a uma tentativa de Lula de se reaproximar do eleitor e disse que a oposição não é contra discutir a jornada.

Do outro lado, a líder do governo, senadora Teresa Leitão (PT-PE), recolhe assinaturas para um calendário especial que encurtaria os prazos e permitiria votar os dois turnos mais rápido.

Como é a tramitação

PEC precisa de duas votações no Senado. Antes da primeira, são cinco sessões de discussão — a segunda foi nesta quarta. Pelo calendário normal, a primeira votação poderia ser na quinta-feira da próxima semana, e a segunda ficaria para depois da eleição. Alcolumbre descartou adiar a primeira e disse que, se receber pedido para encurtar os prazos, vai colocá-lo em votação.

Como a oposição deve votar

Senadores da oposição ouvidos pela Folha de S.Paulo, como Damares Alves (Republicanos-DF) e Wellington Fagundes (PL-MT), disseram que não haverá obstrução e que a maioria deve votar a favor. Flávio Bolsonaro defende uma proposta alternativa, com redução de jornada acompanhada de redução proporcional do salário.

Fontes: Folha de S.Paulo, via TNH1, CNN, via Gazeta Web, e Imirante

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